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Nossa fé

Fundamentos sólidos para a vida cristã baseados na Bíblia e no amor de Deus

Perguntas Frequentes

O que é a Bíblia?

A Bíblia é a palavra inspirada por Deus, guia para nossa fé e vida.

Quem é Deus?

Deus é único, eterno, criador de tudo e fonte de amor e justiça.

Quem é Jesus Cristo?

Jesus é o Filho unigênito de Deus, enviado para salvar a humanidade, manifestado em carne e nosso Salvador.

Ele é nosso mediador e sumo sacerdote eterno.

Qual a importância da fé?
Como seguir a Bíblia?

Devemos basear nossa vida e conduta nos ensinamentos da Escritura.

Pontos de fé

Pontos de fé

Nisto cremos para nossa salvação

1 BÍBLIA: Cremos que a Bíblia é a Palavra inspirada por Deus (2 Pe 1:20-21), dada para nos orientar e ensinar (Jo 17:17; Rm 15:4; 2 Tm 3:16-17). Por meio dela, Deus revela nosso passado, presente e futuro (1 Co 10:11). A Escritura é nossa única regra de fé e conduta (Dt 4:2; 1 Co 4:6; 1 Tm 4:1-4), e ninguém pode acrescentar ou retirar do que nela está escrito (Mt 5:17-18; 24:35; Ap 22:18-19).

A Bíblia é composta de 66 livros:

  • 39 livros do Antigo Testamento, escritos em hebraico e aramaico, preservados e, por providência divina, traduzidos e transliterados para o grego na Septuaginta.

  • Os 27 livros do Novo Testamento, escritos originalmente em grego e, em alguns trechos, com influência do aramaico, foram posteriormente traduzidos para o latim, francês, alemão, inglês e muitos outros idiomas. Assim, cumpre-se o propósito de Deus de alcançar povos, nações e línguas (Mt 28:19-20; Mc 16:15; Lc 24:47; At 1:8; Ap 10:11).

Portanto, devemos estar edificados sobre esses fundamentos (Ef 2:20), que constituem a base da fé e da vida cristã.

2 DEUS O CRIADOR: Cremos que Deus é único, eterno e todo-poderoso (Dt 4:39; 10:17; Jo 17:3; 1 Co 8:6). Ele é o Criador e Soberano de todas as coisas (Gn 1:1; Ap 14:7; At 4:24; 17:24). É também a fonte do verdadeiro amor e da verdadeira justiça (Sl 100:5; Jo 3:16; 1 Jo 4:7, 8, 16, 19; Dt 32:4).

Afirmamos que Deus, o Pai, é o único Deus, e que o Criador não é uma unidade composta de três pessoas distintas, como ensina a doutrina da Trindade. Deus é uno em todos os aspectos, conforme Ele próprio declara (Dt 6:4; Is 46:9).

Assim como o povo de Israel, a Igreja de Deus proclama o monoteísmo bíblico, defendendo a existência de um só Deus verdadeiro.

3 JESUS O FILHO DE DEUS: Cremos que Jesus Cristo é o Filho unigênito de Deus (Mt 16:16; Jo 3:16). Ele é a primícia da criação de Deus e, por meio d’Ele, todas as coisas foram feitas (Cl 1:15-18; Jo 1:3,10; Hb 1:2). Desceu do céu, enviado pelo Pai (Jo 3:13; 7:29), para realizar o resgate da humanidade (Gl 1:4; 1 Tm 2:6).

Não era visível antes do nascimento virginal na terra, mas foi manifestado em carne (Jo 1:1-3,14; 1 Co 15:45-48; 1 Tm 3:16). Deixou, por um pouco de tempo, a glória que possuía junto ao Pai (Jo 17:5) e se humilhou, assumindo a forma de servo (Fp 2:7-11), tornando-se menor que os anjos (Hb 2:7; Sl 8:5). Foi gerado pelo poder de Deus no ventre de Maria (Mt 1:18; Lc 1:26-38; Jo 1:14).

Ele é o nosso Senhor e Salvador (1 Co 8:6; At 4:12), o único Mediador entre Deus e os homens e nosso Advogado diante do Pai (1 Tm 2:5; 1 Jo 2:1). Após cumprir sua missão na terra, subiu novamente aos céus e assentou-se à direita de Deus (Rm 8:34; Cl 3:1; Hb 1:3).

Como Sumo Sacerdote eterno (Hb 5:5,10; 6:20; 7:25), é por meio d’Ele que Deus cumpriu e cumprirá todos os seus propósitos anunciados pelos profetas (Ml 3:1; Is 11:1-9; 52:13).

Reconhecemos que o Filho permanece sujeito ao Pai, ainda que tenha sido exaltado acima de todas as criaturas (Jo 14:28; 17:3; Ef 1:20-22; 1 Co 15:27-28).

Cremos também que Cristo voltará pela segunda vez (Hb 9:28; Mt 24:30; Ap 1:7). Então se assentará em seu trono (Mt 25:31; Lc 1:31-33) e reinará sobre as nações, estabelecendo seu governo de justiça, conforme anunciado nas profecias (Zc 14:1,4,9; Ap 5:9-10; 20:1-10). Após restaurar todas as coisas e destruir toda autoridade do mal, entregará o Reino a Deus, o Pai (1 Co 15:24-25).

Seu nome, pronunciado como “Jesus” em português, é igualmente verdadeiro em qualquer idioma: hebraico, grego, latim, inglês, alemão, russo e outros, para que a mensagem do evangelho alcance todos os povos e línguas (Ap 10:11). Portanto, devemos crer n’Ele conforme as Escrituras (Jo 7:38).

4 ESPÍRITO SANTO: Cremos que o Espírito Santo é o poder emanado de Deus (Gn 1:2; Nm 11:25; Jz 14:6; Lc 5:17; 24:49; At 1:8; 2:1-4). É Ele quem concede entendimento e guia o povo de Deus a toda a verdade (Ne 9:20; Jo 14:17, 26; 16:7-13).

Atua na edificação da Igreja por meio dos dons espirituais (1 Co 12:4-7, 11; 14:1, 12; Mc 16:15-20) e conduz os fiéis à plena santificação (Rm 1:4; 2 Ts 2:13).

Ensinamos que o Espírito Santo é o próprio poder de Deus e não uma terceira pessoa de uma Trindade. Em diversos textos bíblicos, onde aparece a expressão “poder de Deus”, em outros aparece “Espírito de Deus”, demonstrando equivalência e não distinção de pessoas.

Não há, nas Escrituras, orações dirigidas ao Espírito Santo (Rm 8:11; 2 Co 13:14; Ef 1:19), nem o Espírito Santo é incluído nas saudações apostólicas, exceto em 2 Co 13:13, que fala da comunhão do Espírito Santo, e não da comunhão com o Espírito Santo.

Também não há qualquer menção do Espírito Santo assentado em um trono; nas Escrituras, ele frequentemente aparece representado por símbolos.

5 HOMEM: Cremos que o ser humano foi criado por Deus, perfeito, à Sua imagem (Gn 1:27-28). Contudo, rejeitou a direção divina, dando ouvidos à serpente (Gn 2:16-17; 3:4-13) e, por essa desobediência, perdeu a graça e a perfeição, trazendo condenação a toda a humanidade (Rm 5:10-19; 1 Co 15:21-22).

Em consequência da queda, o homem tornou-se um ser decaído, inclinado ao mal (Gn 6:5; Ec 9:3; Rm 7:17-19; 2 Tm 2:26). Porém, em arrependimento, pode ser salvo unicamente pela graça de Deus, mediante a fé no sacrifício vicário de Jesus Cristo (At 17:30; Rm 3:21-26; Ef 1:7).

Uma vez justificado, deve crescer em santificação, produzindo frutos de obediência e amor (Rm 5:1-5; Jo 13:35; 1 Ts 4:1-12). Regenerado pelo Espírito Santo, torna-se filho de Deus por adoção (Jo 1:12-13; Rm 8:13-17; Gl 4:4-7; 1 Jo 3:1).

Na segunda vinda de Cristo, o ser humano redimido será ressuscitado em corpo glorioso e incorruptível, semelhante ao corpo do próprio Senhor (Jo 6:40, 44, 54; 1 Ts 4:16-17; Fp 3:21; 1 Jo 3:2; 1 Co 15:45-54).

6 SATANÁS: Cremos que Satanás é a antiga serpente, o adversário de Deus (Ap 12:9), também chamado de diabo (Mt 4:1; 1 Pe 5:8). Ele é homicida, enganador e pai da mentira (Jo 8:44). Por isso, os servos de Deus são chamados a resistir firmemente às suas investidas (1 Pe 5:7-9).

Cremos também que, na vinda de nosso Senhor Jesus, Satanás será acorrentado por mil anos (Ap 20:2). Ao término desse período, ele será solto e voltará a enganar as nações dos quatro cantos da terra (Ap 20:7-9). Finalmente, após seu último levante, será lançado no lago de fogo, onde será destruído para sempre (Ap 20:10).

7 IGREJA DE DEUS NA PROFECIA: Cremos que a Igreja de Deus foi edificada por nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 16:18) e que Ele é o cabeça da Igreja, a qual é o Seu corpo (Cl 1:18, 24; Ef 1:22-23). Seu início ocorreu em Jerusalém, conforme as palavras do Senhor após a ressurreição (Lc 24:45-47; At 1:8).

A Bíblia afirma que há um só corpo, isto é, uma única Igreja (Ef 4:4-6). Sua missão é preservar a verdadeira doutrina e proclamar o evangelho do Reino (Mt 28:19; Mc 16:15).

A Igreja jamais foi destruída, pois o próprio Cristo garantiu que “as portas do Hades não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). Ele também prometeu estar com ela todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28:20).

Durante o período profético dos 1260 anos de perseguição (Ap 12:6, 14), Deus preservou Sua Igreja, mantendo-a viva, mesmo que escondida. E, conforme Apocalipse 10:11, ela voltaria a profetizar a povos, nações, línguas e reis, saindo do “deserto” para retomar sua missão mundial.

Os sete castiçais (Ap 1:20) representam as sete igrejas e as sete eras que se estendem desde os dias apostólicos até a volta de Cristo. A mulher de Apocalipse 12 evidencia que a Igreja verdadeira nunca foi destruída nem deixou de existir, mesmo durante a “era negra” da perseguição.

A Igreja venceu a opressão promovida pela ponta pequena (símbolo do papado ou anticristo) e, após o período profético, voltou a anunciar o Reino de Deus (Ap 10:11).

A Bíblia apresenta claramente o nome “Igreja de Deus” em diversos textos: At 20:28; 1 Co 1:2; 10:32; 11:16, 22; 15:9; 2 Co 1:1; Gl 1:13; 2 Ts 1:4; 1 Tm 3:5, 15.

8 SISTEMA BÍBLICO DE GOVERNO DA IGREJA DE DEUS: Cremos que a Igreja deve manter o modelo estabelecido desde o primeiro século, funcionando de cidade em cidade (Tt 1:5; Ap 2–3). Todas as igrejas locais devem preservar a unidade doutrinal, permanecendo em um só corpo e uma só fé (Ef 4:4-5), sem divisões ou discrepâncias de pensamento quanto à doutrina (1 Co 1:10).

Cada congregação deve possuir seu próprio governo local, com autonomia na administração de suas finanças, na elaboração de programas de evangelismo e em todas as atividades referentes à gestão interna (Fp 4:14-19; 1 Co 11:7-9). A Palavra de Deus condena organizações humanas estruturadas à semelhança do sistema papal, devendo tais instituições ser consideradas apóstatas (At 28:20; 2 Ts 2:3; 1 Tm 4:1-2; 2 Tm 3:13; Ap 14:8; 17:2-5; 18:2-4).

Dentro do sistema bíblico, os presbíteros locais podem reunir-se em convenções para tratar de questões doutrinárias ou para lidar com desvios de fé em alguma congregação, quando necessário (At 15:6, 23; 20:28; Tt 1:5-7).

Ninguém deve ensinar inovações doutrinárias que não tenham base nas Escrituras (Gl 1:8-9). Caso surja a necessidade de um novo estudo ou formulação de ponto de fé, este não deve ser ensinado até ser previamente avaliado e aprovado pelo ministério de obreiros reunido em assembleia geral da Igreja de Deus.

9 INSTITUIÇÃO DE MINISTÉRIO DE OBREIROS: Cremos que Jesus instituiu o ministério, composto por duas sagrações bíblicas: Presbítero e Diácono (Fp 1:1; 1 Tm 3:1-13). As funções de apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são dons ministeriais concedidos aos varões (Lc 6:12-16; Mt 20:25-28; Ef 4:11; At 6:1-6; Tt 1:5-9; 1 Tm 3:1-13).

Não existe hierarquia entre aqueles que compõem o ministério. A principal função dos que recebem dons ministeriais é servir, orientar e liderar, mas nunca dominar ou mandar sobre o povo, pois quem é Senhor da Igreja e autoridade sobre o povo é somente Jesus (2 Co 1:24; 8:8; 1 Pe 5:1-4).

O povo de Deus deve estimar, respeitar e honrar aqueles que têm dons ministeriais por causa da obra e responsabilidade que exercem (1 Tm 5:17-19; 1 Ts 5:12-14; Hb 13:7, 17).

Devemos obedecer ao ensino bíblico de não ungir ou nomear neófitos, mas antes experimentá-los e prová-los, observando sua experiência, caráter e firmeza na fé (1 Tm 3:1-16; Tt 1:5-11).

10 DISCIPLINA BÍBLICA: Cremos que a disciplina é uma bênção concedida por Deus à Sua Igreja.

Aqueles que transgridem Seus mandamentos devem ser orientados e conduzidos ao caminho correto (Gl 6:1; 1 Ts 5:14; Tg 5:19-20). Em determinadas situações, é necessária a correção mais firme (2 Ts 3:14-15; Hb 12:5-11; Tt 3:10), sempre oferecendo ao faltoso a oportunidade de arrependimento, pois Deus não deseja que ninguém pereça (2 Pe 3:9).

A igreja, como congregação, possui autoridade para receber e excluir membros da comunhão quando necessário. Em 2 Co 2:6-7 vemos um exemplo de como a igreja aplicava a correção de forma coletiva e restauradora.

A decisão disciplinar não é função de uma única pessoa ou grupo isolado, mas da igreja reunida, que exerce sua autoridade dada por Cristo. A congregação é a instância de julgamento para seus membros, conforme o ensino de Jesus (Mt 18:17-18). Não há outra corte de apelação além da própria igreja.

11 PLANO DE SALVAÇÃO: A salvação não se alcança por méritos próprios ou por quaisquer outros meios ao dispor do homem, mas somente pelo único e válido sacrifício redentor de Jesus Cristo. A salvação requer os seguintes passos fundamentais:

(a) Arrependimento: baseia-se no reconhecimento de que se é pecador (Rm 2:4; At 3:19; Mt 3:1-10) e envolve uma mudança de pensamento e de caráter, tendo seu ponto mais sublime e expressivo no ato do batismo (Mc 16:15-16).

(b) Regeneração: consiste na adoção de uma nova vida, como nova criatura, que nasce da água e do Espírito, vivendo em Cristo (Jo 3:3-8; 2 Co 5:17-18; Tt 3:4-5).

(c) Consagração: consequência direta da regeneração, a consagração é uma dedicação constante a Deus, dispondo nossa vida à Sua vontade e atuando segundo o dom que recebemos (Lc 18:28-30; Ef 6:6; Gl 2:20).

(d) Santificação: é o processo de nos santificarmos através da consagração. É na dedicação das nossas vidas a Deus que vamos nos purificando de tudo o que Lhe desagrada e nos é prejudicial. Sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Trata-se de um progresso gradual, constante e visível rumo a uma vida à imagem e semelhança de Jesus Cristo (Jo 17:17; 2 Co 7:1; 1 Ts 4:3, 4, 7, 8; Hb 12:10; 1 Jo 3:3).

Devemos ainda reter a seguinte definição:

(e) Justificação: Deus removeu a pena que pesava sobre nós a morte eterna, consequência do pecado. Essa obra foi cumprida por Cristo na cruz; por isso somos justificados por Ele através do sacrifício da cruz (Rm 5:1; Gl 2:16).

(f) Glorificação: é o aniquilamento total do pecado em nós. Isso só será completo na segunda vinda de Cristo, por meio da ressurreição ou transformação do nosso corpo.

12 BATISMO VERDADEIRO: Sem o batismo não há purificação dos pecados. O batismo é realizado por imersão, em nome do Senhor Jesus Cristo, para remissão dos pecados, tornando-se o crente membro do Corpo de Cristo, a Igreja (Mt 3:13-17; At 2:38, 41-47; 8:12, 16; 10:47, 48; 16:30-34; 22:16; I Co 6:11; Gl 3:27, 28; Mc 16:15, 16).

Após o batismo, é feita uma oração com imposição de mãos, para que seja concedido o dom do Espírito Santo (At 8:17; 19:6; I Co 12:4-11, 29-30; 14:26, 29, 39, 40).

13 DONS ESPIRITUAIS: Os dons do Espírito devem ser buscados e amadurecidos para a edificação da fé individual e coletiva da Igreja. Contudo, sua prática e manifestação ocorre conforme a vontade de Deus e segundo as orientações contidas na Sua Palavra (At 2:38; Rm 12:5-8; I Co 12:1-11; 14; I Pe 4:10, 11; Hb 2:4)..

14 PROCEDER DOS SERVOS DO SENHOR: Cremos que as Escrituras condenam todas as coisas mundanas (I Jo 2:15, 16) e que o servo de Deus não deve se conformar com costumes que não agradam ao Senhor (Rm 12:2). Ao contrário, deve transformar-se e ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5:14-16).

Aquele que praticava tais coisas, após sua conversão e batismo, não deve mais praticá-las, mas viver em novidade de vida (Ef 4:17-32; Gl 5:16-26; Cl 3:1-10; I Tm 4:12; I Pe 2:11, 12).

As mulheres devem vestir-se de modo decente, não usando trajes masculinos nem roupas que despertem sensualidade (I Tm 2:9, 10; I Pe 3:2-6).

Os homens, igualmente, não devem se trajar como mulheres, nem usar vestes indecentes.

15 ORAÇÃO E JEJUM: A oração é um dos marcos da vida cristã, sendo chamada de “a nossa linha direta com Deus”. Assim como o ar é essencial para a nossa saúde física, a oração é indispensável à vida espiritual. Assim como ninguém pode deixar de respirar, o cristão não pode deixar de orar (I Ts 5:17).

O Senhor Jesus é o Mestre da oração. Ele orou (Mc 1:35; 14:35-41; Jo 17), ensinou os discípulos a orarem (Mt 6:9-13) e apresentou parábolas sobre a oração (Lc 11:1-13; 18:1-8).

O povo de Deus deve orar ao Pai Celestial em nome de Jesus Cristo, nosso Mediador e Sumo Sacerdote (Jo 14:13; Ef 5:20; Cl 3:17; I Ts 5:18; I Tm 2:5; Hb 9:24; I Jo 2:1, 2).

O jejum deve ser praticado de maneira espontânea, tanto individualmente quanto coletivamente (Jl 2:12; Lc 2:37; At 13:2; 14:23; II Co 6:5; 11:27).

Unção dos enfermos: A Bíblia recomenda que os enfermos, sejam em sentido material ou espiritual, chamem os presbíteros da igreja para orar e ungir com óleo, a fim de alcançar perdão dos pecados e cura divina (Tg 5:14-20; Mc 6:13-16).

16. ALMA E ESPÍRITO: Alma: O termo “alma” refere-se tanto ao ser humano quanto aos animais (Gn 1:20, 21; 2:7; Lv 17:11; Nm 31:28; Ec 9:5-6, 10).

Espírito: O espírito é o fôlego de vida (ar, oxigênio) presente tanto nos homens quanto nos animais. Sem o fôlego, toda criatura morre (Gn 7:15, 21-22; Jó 27:3; 33:4; Ec 3:19, 22; 12:7).

17. ESTADO DOS MORTOS: O homem é totalmente mortal. Na morte, ele dorme (Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5, 6; I Co 15:51-54; Jo 5:28; Ap 20:5, 6). Só em Cristo há imortalidade.

18. RESSURREIÇÃO: A Bíblia fala de duas ressurreições, relacionadas à salvação e à condenação:

1ª ressurreição: para os que aceitaram Cristo, foram batizados e permaneceram firmes na fé.

2ª ressurreição: para os condenados, isto é, aqueles que rejeitaram o Messias ou não guardaram firmemente a Palavra da verdade (Jo 5:28, 29; Ap 20:4, 6, 11-15).

19. RECOMPENSA DOS SANTOS: Os mortos ressuscitarão em corpos incorruptíveis, e os vivos serão transformados. Todos serão reunidos pelos anjos para encontrar Cristo nas nuvens (arrebatamento), e participarão do Seu Reino como reis e sacerdotes sobre as nações (I Ts 4:16, 17; Mt 24:31; Ap 5:9, 10; Sl 37:20).

20. CASTIGO DOS ÍMPIOS: Cremos que Deus punirá os ímpios após os mil anos do reinado de Jesus na Terra. Ocorrerá a 2ª ressurreição, na qual os pecadores serão julgados segundo as suas obras e lançados no lago de fogo, para sofrerem a segunda morte, a morte eterna (Sl 62:12; 73:3-20; 104:35; Is 1:28; Pv 2:22; Ml 4:1; Ap 20:5, 11-15).

21. OS DEZ MANDAMENTOS: A Lei Moral de Deus, os Dez Mandamentos, é perpétua e deve ser observada em sua totalidade nos dias atuais como sinal de submissão e amor a Deus (mandamentos 1º ao 4º) e amor ao próximo (mandamentos 5º ao 10º).

A desobediência a um deles significa violação de toda a Lei (Êx 20:1-17; Tg 2:8-11; I Co 7:19; Mt 22:37-40; I Jo 2:3, 4; 3:4).

22. SÁBADO – SANTA CONVOCAÇÃO: O sábado é o 4º mandamento da Lei de Deus. Foi instituído para benefício do homem e é o dia principal para culto e adoração ao Criador. Constitui sinal dos que reconhecem Deus como Criador (Mc 2:27; Gn 2:2, 3; Êx 20:8-11; Ez 20:20; Is 56:1-7; 58:13, 14; Lc 4:16, 31; 23:54-56; At 16:13; 17:2).

Cremos que todos os membros batizados têm o dever de congregar regularmente, e que faltar às reuniões sabáticas é uma transgressão (Lv 23:3; Hb 10:25).

23. CEIA DO SENHOR E LAVA-PÉS: A Santa Ceia foi instituída pelo Senhor Jesus, juntamente com o Lava-Pés. É celebrada anualmente, com pão ázimo e vinho, no início do dia 14 do mês de Nisã, à noite (Lc 22:19, 20; Jo 13:5-15; I Co 11:23-26).

24. SINAL DA BESTA: Cremos que a mensagem do terceiro anjo anuncia a punição destinada àqueles que adoram a besta ou a sua imagem (Ap 14:9-11; 13:1-10; 15:1; 17:7-14).

Cremos que a besta representa o poder religioso descrito no Apocalipse, identificado pelo número 666, associado a Roma (Ap 13:11-18).

Entendemos que receber o sinal da besta na testa ou na mão significa crer e praticar as obras/doutrinas provenientes de Roma, abrangendo sistemas religiosos católicos e protestantes (Ap 14:8; 17:7-18).

Aqueles que aceitarem o verdadeiro evangelho escaparão da ira de Deus (Ap 18:4).

25. CULTOS, DIAS E FESTAS PAGÃS: Participar de cultos, orações ou louvores a outros deuses é pecado (Êx 20:3).

Datas como Natal (25 de dezembro), Ano Novo (1º de janeiro), Finados (2 de novembro), Páscoa, Semana Santa (quaresma), domingo e outros dias considerados santos não devem ser observados, por serem de origem pagã e ligados a sistemas religiosos contrários à verdade (Babilônia) (Jr 10:2; Ez 8:13-18; Dn 7:25; Ap 14:9, 10; Gl 1:6-9).

O único dia estabelecido para ser guardado e santificado é o sábado, e uma vez ao ano, aos 14 dias de Nisã, celebra-se a Santa Ceia do Senhor (Êx 20:8-11; I Co 11:23-26).

26. ALIMENTAÇÃO IMUNDA: Todas as carnes e animais classificados pela Bíblia como imundos, inclusive peixes mortos por asfixia, são pecaminosos se ingeridos.

Devemos também evitar derivados e produtos prejudiciais à saúde (Gn 7:1-3, 8, 9; Lv 11; Dt 14:3-21; Is 66:15-17).

O povo de Deus, desde o princípio, não se contaminou (At 10:14-28; 15:29; II Co 6:17–18; 7:1; Ap 18; I Co 6:19, 20; Rm 6:1-4).

27. GUERRA CARNAL E SERVIÇO MILITAR: Cremos que os servos de Deus devem amar uns aos outros, inclusive os inimigos, orar por eles e buscar sua salvação (Êx 20:13; Mt 5:43-46; Rm 12:17-21; II Co 10:4, 5; Ef 6:12).

Devemos buscar a paz com todos (Hb 12:14).

28. VÉU PARA A MULHER: A mulher deve manter os cabelos compridos como sinal de submissão ao marido.

Nos cultos, para orar e profetizar, deve usar véu, cumprindo assim a ordem divina e honrando o homem (I Co 11:1-16).

29. FINANÇA: A Obra de Deus é sustentada pela contribuição monetária voluntária do Seu povo, por meio de ofertas.

No Antigo Testamento, a décima parte (dízimo) aparece como referência de proporção, mas na Nova Dispensação a contribuição deve ser voluntária, de bom ânimo, e por amor ao evangelho (Gn 14:18-20; 28:20, 22; Mt 23:23; Lc 20:25; 21:4; At 2:42-47; 4:32-37; Hb 7:1-12; I Co 9:7-14; II Co 9:6, 7; I Tm 5:18).

30. SAUDAÇÃO CRISTÃ E ÓSCULO SANTO: A saudação cristã expressa o desejo de paz: “Paz seja contigo / convosco / nesta casa” — e a resposta é “Amém” (Gn 43:23; Jz 6:23; 19:20; Dn 10:19; Lc 10:5; 24:36; Jo 20:19, 21, 26).

O ósculo santo também é uma prática bíblica recomendada aos santos (Rm 16:16; I Co 16:20; II Co 13:12; I Ts 5:26; I Pe 5:14).

31. MORTE DE JESUS NA QUARTA-FEIRA: Cremos que Jesus morreu em uma quarta-feira, sendo sepultado ao pôr do sol. Permaneceu no sepulcro três dias e três noites (72 horas), cumprindo o sinal de Jonas, e ressuscitou no final do sábado (Mt 12:40; 28:1).

Se tivesse morrido numa sexta-feira, não cumpriria o período completo de 72 horas, não podendo ser o Messias prometido.

32. CASAMENTO E DIVÓRCIO: O casamento foi instituído por Deus desde o princípio para a união entre homem e mulher, formando uma família (Gn 2:18-24; 4:1, 2; Mt 19:5, 6).

O casal não deve separar-se; porém, se isto ocorrer, devem seguir o conselho bíblico (I Co 7:10-16).

O divórcio só deve ocorrer se ficar provado o adultério (Êx 20:14; Mt 5:32; 19:9; Rm 7:1-3; Ml 2:16).

33. OS 144 MIL: Os 144 mil foram selados na Igreja Primitiva, sendo as primícias, os primeiros convertidos. Consistem somente de israelitas naturais, sem envolvimento com religiões pagãs (Ap 7:1-9; 14:1-5; Tg 1:18).

34. PROFECIAS E SINAIS DOS TEMPOS: A profecia bíblica nos foi dada para instrução e aviso, mostrando que a história humana caminha para o fim do estado atual.

Pedro compara a profecia a uma luz que resplandece em lugar escuro (II Pe 1:19).

Os sinais dos tempos revelam o estado crítico do planeta e apontam para o breve retorno de Cristo.

O mundo, entretanto, estará despreocupado quanto aos últimos acontecimentos (Lc 17:26-30; Mt 24:36-44; I Ts 5:1-7).

Em breve, Deus cumprirá o grande acontecimento profético: o Dia do Senhor, quando Jesus virá como Rei para estabelecer Sua vontade sobre toda a Terra

(At 17:31).

35. ENDURECIMENTO E RESTAURAÇÃO DE ISRAEL: Israel está temporariamente endurecido, até que chegue a plenitude dos gentios (Rm 11:8-10).

Não devemos seguir suas fábulas e tradições (Mt 15:7-9; Mc 7:7-9; Tt 1:14), pois isso equivale a recrucificar Cristo, incorrendo em grave pecado (Hb 6:4-6).

Na vinda do Senhor, o remanescente de Israel será convertido e reconhecerá Jesus como o Messias.

Durante o Milênio, exercerá papel missionário, conduzindo as nações à verdade (Rm 11:25-27; Zc 12:10; 8:21-23).

36. ARMAGEDOM: A guerra do Armagedom será o juízo divino sobre as nações da terra (Ap 16:13-16; I Ts 5:1-7; Zc 12:8-9; 14:1-4).

Os ímpios serão destruídos; restará apenas o remanescente de Israel e poucos sobreviventes das nações, que aprenderão a servir ao Senhor (Is 24:6; Zc 14:16; Ml 4:1-3).

A besta e o falso profeta serão lançados no Lago de Fogo (Ap 19:19-21).

Satanás será preso no abismo (Tártaro) para não enganar as nações durante o Milênio (Ap 20:1-3).

37. SEGUNDA VINDA DE JESUS: Jesus Cristo voltará à Terra de forma visível, audível, corporal e repentina (Ap 1:7).

Ninguém sabe o dia ou a hora (Mt 24:36), mas as Escrituras mostram que Sua vinda está próxima (At 1:11; I Ts 4:13-17).

Os mortos em Cristo ressuscitarão com corpos incorruptíveis e os vivos serão transformados.

Serão reunidos nas nuvens para o encontro com Cristo — o arrebatamento (I Co 15:52-54; I Ts 4:13-17).

Depois, descerão com Ele em Jerusalém (Zc 14:4; At 1:8; Jd 14, 15).

38. REINO MILENAR: Com a segunda vinda, terá início o reinado milenar de Cristo — mil anos literais (Ap 20:4-6).

Jesus se assentará no trono de Davi, em Jerusalém (Sl 89:3-4, 34-37; Lc 1:31-33; At 2:29-30; Ap 3:21).

Ele governará toda a Terra com os santos como reis e sacerdotes, trazendo paz e justiça (Ap 5:9, 10; Is 11:1-10).

39. JUÍZO FINAL – NOVOS CÉUS E NOVA TERRA: Após os mil anos, Satanás será solto por um pouco de tempo (Ap 20:7).

Ele enganará as nações, mas será destruído ao cercar Jerusalém (Ap 20:8-10).

Haverá a segunda ressurreição, dos ímpios, que serão julgados e aniquilados.

A morte e o Hades serão lançados no lago de fogo, junto com Satanás (Ap 20:11-15).

A Terra será totalmente renovada: surgirão novos céus e nova terra, e a Nova Jerusalém descerá do céu.

Então, Deus será tudo em todos (Ap 21:1-7; I Co 15:28).

40. O AMOR CRISTÃO: Nada adianta termos doutrinas, dons espirituais e conhecimento se não existir em nós o principal: o amor (I Co 13:1-7). O verdadeiro amor, fruto do Espírito, é expansivo; não é mesquinho, confinado ou limitado. Ele precisa ser partilhado para ser completo.

O cristão deve, primeiramente, amar a Deus (Dt 6:5) e a Jesus, Seu Filho (Ef 6:24), e depois amar toda a comunidade de irmãos cristãos espalhados pelo mundo (I Pe 2:17; I Jo 2:10; 4:20).

O homem deve amar sua esposa, e a esposa ao marido (Ef 5:25, 28, 33). O amor deve também alcançar os filhos (Tt 2:4), todas as pessoas e até mesmo os inimigos, conforme ensinou Jesus (Mt 5:44; Lc 6:28, 35).

Ao tratar do fruto do Espírito, a Palavra declara que o amor é o primeiro da lista (Gl 5:22, 23). Não há lei alguma que limite o amor; ele pode ser exercido em qualquer tempo, lugar ou medida, sempre em favor daqueles a quem é devido.

A única dívida que os cristãos devem uns aos outros é a do amor (Rm 13:8). Esse amor mútuo é um sinal identificador dos verdadeiros discípulos de Cristo (Jo 13:35).

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