O ESTADO DO HOMEM APÓS A MORTE E O OBJETIVO DA RESSURREIÇÃO
Muitos acreditam que os seres humanos são imortais e que, após a morte, passam para outro estágio de existência, permanecendo vivos em uma dimensão espiritual, em um suposto paraíso intermediário. Outros entendem que os salvos são trasladados imediatamente ao Céu ou à Nova Jerusalém Celestial, onde viverão eternamente ou por um período, retornando depois para habitar a Terra.
Segundo esta compreensão, tais ensinos são resultado de uma herança religiosa oriunda da chamada moderna Babilônia, à qual muitos permanecem ligados desde os primeiros dias de sua vida religiosa.
Como cristãos e seguidores da Palavra de Deus, torna-se difícil compreender o significado da ressurreição para aqueles que defendem a imortalidade natural do homem. Influenciados por essa doutrina, muitos afirmam existir um ser paralelo ao corpo, denominado alma ou espírito, que, após a morte, continuaria vivendo consciente em estado de felicidade ou sofrimento.
Se isso fosse verdade, a ressurreição perderia completamente o seu propósito, tanto para os justos quanto para os ímpios, pois ambos já estariam desfrutando antecipadamente de sua recompensa ou condenação.
Por essa razão, o apóstolo Paulo afirma aos coríntios que, se Cristo não ressuscitou, todos estariam definitivamente perdidos. A ressurreição de Cristo é, portanto, um acontecimento essencial no plano da salvação. Ela confirma nossa esperança, pois, se estivermos verdadeiramente nEle e permanecermos fiéis à Sua Palavra, também ressuscitaremos e viveremos novamente, assim como Ele venceu a morte e vive para sempre.
1. Ensinam as Escrituras que existe vida ativa após a morte?
Não. Muito pelo contrário, a Bíblia apresenta diversas evidências de que, após a morte, o homem permanece como quem dorme, totalmente inconsciente e inativo até o momento da ressurreição, seja para a vida eterna ou para a condenação eterna.
Referências: Salmo 104:29; Salmo 146:4; Salmo 6:5; Salmo 115:17; Eclesiastes 9:5,10; João 11:11-14; Atos 13:36; 1 Coríntios 15:18; 1 Tessalonicenses 4:13-14.
2. Qual é a diferença entre alma e espírito? Há diferença entre homens e animais na morte?
O espírito do homem ou do animal não é uma personalidade independente, mas o fôlego de vida concedido por Deus. Esse fôlego é impessoal e retorna a Deus quando ocorre a morte.
No caso dos seres humanos, sejam justos ou injustos, somente voltarão à vida por meio da ressurreição.
A alma é o resultado da união entre o corpo e o fôlego de vida. A própria Bíblia chama tanto o homem quanto os animais vivos de alma vivente.
Referências: Gênesis 2:7; Gênesis 1:20-24; Gênesis 2:19; Gênesis 23:8; 1 Coríntios 15:45.
Portanto, os homens não possuem uma alma imortal separada do corpo; eles são almas viventes. Os animais também são chamados de almas viventes e igualmente possuem espírito ou fôlego de vida.
Referências: Gênesis 7:15,22; Gênesis 9:10,16; Levítico 11:46; Números 31:28.
Assim como acontece com os homens, o espírito ou fôlego dos animais retorna a Deus quando morrem.
Referências: Eclesiastes 3:19-21; Eclesiastes 12:7.
O que diferencia o ser humano dos animais é que fomos criados à imagem de Deus, somos dotados de racionalidade e recebemos a promessa da ressurreição.
Sendo almas, todos são mortais.
Referências: Ezequiel 18:4; Levítico 23:30; Levítico 24:18; Salmo 22:29; Juízes 16:30; Atos 2:27; Atos 3:23; Tiago 5:20; Apocalipse 16:3.
3. Qual é a importância da ressurreição para o povo de Deus?
Sem a ressurreição, toda esperança de vida eterna desapareceria.
Como ensina o apóstolo Paulo, se não houver ressurreição dos mortos, estaremos definitivamente perdidos, e nossa fé será inútil.
Referências: 1 Coríntios 15:13-19,32; Atos 17:31; Atos 24:15.
4. Que doutrina tende a anular a promessa da ressurreição?
A doutrina da imortalidade natural da alma esvazia o verdadeiro sentido da ressurreição.
Se o crente já desfrutasse conscientemente da vida eterna imediatamente após morrer, qual seria a necessidade de ressuscitar? Para que serviria um corpo glorificado?
Além disso, diversas tradições religiosas ensinam formas alternativas de salvação após a morte. O romanismo apresenta a ideia de uma purificação posterior mediante práticas humanas. Outras religiões defendem a reencarnação, afirmando que sucessivos nascimentos conduzem o homem à perfeição. Algumas correntes orientais ensinam que obras pessoais ou uma vida monástica seriam suficientes para alcançar tal estado.
Entretanto, se o homem pudesse alcançar a perfeição por seus próprios esforços, o sacrifício de Cristo teria sido desnecessário e a própria ressurreição perderia seu propósito.
É significativo observar que muitas dessas religiões também sustentam a crença na imortalidade da alma e em uma existência consciente após a morte.
5. Haverá realmente uma ressurreição corporal?
Sim. A Bíblia ensina que a ressurreição futura será corporal.
Tanto justos quanto injustos sairão dos sepulcros: os justos para a vida eterna na volta de Cristo, e os injustos para juízo e condenação.
Referências: João 5:28-29; Daniel 12:2; Apocalipse 20:5-6.
O corpo do salvo será transformado, tornando-se incorruptível, imortal, glorioso e espiritual, semelhante à condição dos anjos, mas continuará sendo um corpo.
Referência: 1 Coríntios 15:42-54.
Alguns grupos religiosos ensinam que Jesus recebeu outro corpo após Sua ressurreição e que Seu corpo anterior desapareceu. Também afirmam que os 144 mil experimentam uma ressurreição apenas espiritual e vão imediatamente para o Céu.
Entretanto, quem nega a realidade de uma ressurreição corporal acaba negando o próprio conceito bíblico de ressurreição.
6. Quem foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos para a vida eterna? Existe atualmente algum justo desfrutando dessa salvação?
Jesus Cristo foi o primeiro a ressuscitar definitivamente para a vida eterna.
"Que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos..." (Atos 26:23)
Os santos que morreram ressuscitarão somente por ocasião de Sua volta.
Referências: 1 Coríntios 15:22-23; João 5:28.
Antes e depois de Cristo ocorreram diversas ressurreições milagrosas, porém todas essas pessoas voltaram a morrer posteriormente:
O filho da viúva ressuscitado por Elias (1 Reis 17:22);
O filho da sunamita (2 Reis 4:32-36);
O homem que reviveu ao tocar os ossos de Eliseu (2 Reis 13:20-21);
O filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-15);
A filha de Jairo (Marcos 5:39-42);
Lázaro (João 11:38-45);
Os santos que apareceram após a morte de Jesus (Mateus 27:52);
Tabita (Atos 9:36-41);
O jovem Êutico (Atos 20:7-12).
Todos esses voltaram a morrer.
Segundo este entendimento, ninguém além de Cristo está atualmente vivo e consciente usufruindo plenamente da vida eterna. Todos aguardam a ressurreição prometida, quando os fiéis serão reunidos na vinda do Messias.
"E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho, para retribuir a cada um segundo as suas obras."
Apocalipse 22:12
O ESTADO DO HOMEM APÓS A MORTE
O ESTADO DO HOMEM APÓS A MORTE E O OBJETIVO DA RESSURREIÇÃO
Introdução
Muitos acreditam que o ser humano é naturalmente imortal e que, após a morte, passa imediatamente para outro estágio de existência, onde continua vivendo conscientemente em um suposto paraíso intermediário ou em um lugar de sofrimento. Outros ensinam que os salvos são trasladados instantaneamente ao Céu ou à Nova Jerusalém Celestial, onde permanecem eternamente ou por determinado período antes de retornar para habitar a Terra.
Entretanto, este estudo procura examinar o tema à luz das Escrituras, demonstrando que a esperança bíblica do cristão está na ressurreição dos mortos e não em uma vida consciente separada do corpo.
O apóstolo Paulo mostra a importância desse ensino ao afirmar que, “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1 Coríntios 15:17). Mais adiante acrescenta que, “se os mortos não ressuscitam... somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:13-19). Dessa forma, a ressurreição de Cristo torna-se o fundamento da esperança cristã e a garantia da futura vitória sobre a morte.
Se verdadeiramente permanecermos em Cristo e em Sua Palavra, viveremos novamente, porque Ele venceu a morte e prometeu ressuscitar aqueles que lhe pertencem.
1. Ensinam as Escrituras que existe vida ativa após a morte?
As Escrituras frequentemente apresentam a morte como um estado de inatividade e de espera pela ressurreição.
Diversos textos afirmam que, quando o homem morre, seus pensamentos cessam, sua atividade termina e ele retorna ao pó da terra, aguardando o momento em que Deus o chamará novamente à vida.
Base bíblica
Salmo 104:29
Salmo 146:4
Salmo 6:5
Salmo 115:17
Eclesiastes 9:5,10
João 11:11-14
Atos 13:36
1 Coríntios 15:18
1 Tessalonicenses 4:13-14
Jesus comparou a morte ao sono ao dizer sobre Lázaro:
“Nosso amigo Lázaro dorme; mas vou despertá-lo do sono.” (João 11:11)
Assim, a esperança do povo de Deus repousa na promessa da ressurreição.
2. Qual é a diferença entre alma e espírito? Existe diferença entre homens e animais na morte?
Segundo Gênesis 2:7, Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida; como resultado, o homem tornou-se alma vivente.
Nessa compreensão:
O corpo é formado do pó da terra.
O espírito (ruach) é o fôlego de vida concedido por Deus.
A alma (nephesh) é o próprio ser vivente, resultado da união do corpo com o fôlego de vida.
Portanto, o homem não possui uma alma como entidade separada, mas é uma alma vivente.
As Escrituras também chamam os animais de almas viventes e afirmam que eles possuem o mesmo fôlego de vida:
Gênesis 1:20-24
Gênesis 2:19
Gênesis 7:15,22
Gênesis 9:10-16
Levítico 11:46
Eclesiastes 3:19-21
Na morte, tanto homens quanto animais deixam de viver, e o fôlego de vida retorna a Deus (Eclesiastes 12:7).
O que distingue o homem é ter sido criado à imagem de Deus, possuir racionalidade e ser destinatário da promessa da ressurreição e da vida eterna.
As Escrituras também mostram que a alma pode morrer:
Ezequiel 18:4
Levítico 23:30
Tiago 5:20
3. Qual é a importância da ressurreição para o povo de Deus?
A ressurreição é um dos pilares da fé cristã.
Paulo declara que, se não houver ressurreição, então Cristo não ressuscitou, a fé é inútil e aqueles que morreram em Cristo pereceram.
Base bíblica
1 Coríntios 15:13-19
1 Coríntios 15:32
Atos 17:31
Atos 24:15
Se não existisse ressurreição, a morte teria a palavra final e toda esperança de vida eterna seria anulada.
4. Que doutrinas tendem a esvaziar o propósito da ressurreição?
A ressurreição ocupa posição central no plano da salvação porque é nela que Deus manifesta Sua vitória definitiva sobre a morte.
Diversas tradições religiosas ensinam que o homem continua vivendo conscientemente após morrer ou que alcança a perfeição espiritual por seus próprios esforços, por sucessivas existências ou por práticas religiosas.
Entretanto, a salvação bíblica é apresentada como resultado exclusivo da obra redentora de Cristo e culmina na ressurreição prometida por Deus.
A Escritura ensina que a recompensa será concedida na manifestação gloriosa de Cristo:
“E eis que cedo venho, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:12)
5. Haverá realmente uma ressurreição corporal?
Sim.
Jesus afirmou claramente:
“Todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:28-29)
Daniel também anunciou que muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão (Daniel 12:2).
A Bíblia descreve a futura transformação do corpo dos salvos:
incorruptível;
glorioso;
espiritual;
imortal.
Referências
1 Coríntios 15:42-54
Apocalipse 20:5-6
A esperança cristã não consiste em abandonar definitivamente o corpo, mas em receber de Deus um corpo glorificado pela ressurreição.
6. Quem foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer? Existe algum justo já desfrutando plenamente da vida eterna?
Jesus Cristo é apresentado como “o primeiro da ressurreição dentre os mortos” (Atos 26:23).
Outras pessoas foram ressuscitadas milagrosamente durante a história bíblica, como:
o filho da viúva por Elias;
o filho da sunamita;
o homem lançado sobre os ossos de Eliseu;
o filho da viúva de Naim;
a filha de Jairo;
Lázaro;
Tabita;
Êutico.
Todavia, todos esses voltaram a morrer.
Segundo esta compreensão, somente Cristo venceu definitivamente a morte, tornando-se as primícias dos que dormem (1 Coríntios 15:20-23). Os demais aguardam a ressurreição prometida para a manifestação do Senhor.
Conclusão
A mensagem central das Escrituras é que a morte entrou no mundo por causa do pecado, mas Deus providenciou em Cristo a vitória definitiva sobre ela.
A esperança do cristão não repousa na ideia de uma imortalidade inerente ao ser humano, mas na promessa de Deus de ressuscitar os mortos no tempo determinado.
Assim como Jesus morreu, ressuscitou e vive para sempre, também aqueles que nele confiam aguardam o cumprimento da promessa:
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu... e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.” (1 Tessalonicenses 4:16)
E ainda:
“E eis que cedo venho, e comigo está o galardão que tenho, para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:12)
A ressurreição é, portanto, a grande esperança do evangelho e a plena manifestação do poder de Deus sobre a morte.
