Morte de Jesus na quarta-feira
Jesus não morreu numa sexta-feira


A MORTE DE JESUS NA QUARTA-FEIRA
Leitura Responsiva: Lucas 23:49-56; 24:1-9
Verso Áureo:
"Pois, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra." (Mateus 12:40)
OBJETIVO DA LIÇÃO
Demonstrar, à luz desta interpretação bíblica, que Jesus morreu numa quarta-feira e ressuscitou no final do sábado.
Sem um exame mais profundo das Escrituras, muitos associam a ressurreição de Cristo à guarda do domingo, aceitando esse dia como o Dia do Senhor. Segundo este entendimento, isso resulta em dois equívocos: não reconhecer o verdadeiro tempo da permanência de Jesus no túmulo e atribuir à ressurreição a observância do domingo.
INTRODUÇÃO
Que relação existe entre a experiência de Jonas e o Senhor Jesus Cristo?
À primeira vista, a história de Jonas parece ensinar a importância da obediência e da submissão à vontade de Deus, mostrando as consequências de seguir os próprios caminhos.
Entretanto, Jesus revelou que havia um significado profético ainda mais profundo. O tempo que Jonas permaneceu no ventre do grande peixe serviria como figura do período em que Cristo permaneceria no seio da terra.
A importância desse fato está em que este foi o sinal dado pelo próprio Senhor aos escribas e fariseus para comprovar Sua identidade messiânica. Caso esse período não fosse cumprido conforme anunciado, Sua palavra poderia ser questionada.
Por isso, torna-se necessário examinar cuidadosamente as Escrituras para compreender o significado dos "três dias e três noites" mencionados por Jesus.
QUESTIONÁRIO
1. Que sinal os escribas e fariseus pediram a Jesus para comprovar Sua messianidade?
Leitura: Mateus 12:38-40; 16:4; Jonas 2:1.
Os escribas e fariseus não se contentavam com os ensinos e milagres realizados por Jesus. Por isso, pediram um sinal extraordinário.
Jesus respondeu que nenhum sinal lhes seria dado, senão o sinal do profeta Jonas.
Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, o Filho do Homem permaneceria três dias e três noites no coração da terra.
2. Quando Jesus foi colocado no túmulo cedido por José de Arimateia?
Leitura: Marcos 15:42-43; Lucas 23:52-54.
Jesus foi sepultado antes do pôr do sol.
3. Biblicamente, quando termina e começa um dia?
Leitura: Deuteronômio 21:22-23; Josué 8:29; Lucas 13:14; Marcos 1:32; João 19:31.
Segundo o costume bíblico, o dia termina e o próximo começa ao pôr do sol.
4. Segundo Lucas 23:56, quando as mulheres prepararam os aromas e unguentos?
As mulheres prepararam os aromas antes do sábado em que descansaram conforme o mandamento.
5. Segundo Marcos, quando elas adquiriram e prepararam esses elementos?
Leitura: Marcos 16:1.
Marcos informa que isso ocorreu depois do sábado.
6. Como harmonizar os relatos de Lucas e Marcos?
À primeira vista, os relatos parecem contraditórios, mas esta interpretação entende que houve dois sábados naquela semana.
Jesus morreu na quarta-feira, dia 14 de Nisã, e foi sepultado antes do pôr do sol.
Ao iniciar o pôr do sol, começava o dia 15 de Nisã, considerado um grande sábado da Páscoa, ou sábado cerimonial (João 19:31).
Assim, a sequência seria:
Quarta-feira: morte e sepultamento de Jesus;
Quinta-feira: grande sábado da Páscoa;
Sexta-feira: preparação dos aromas e unguentos pelas mulheres;
Sábado semanal: descanso conforme o mandamento;
Primeiro dia da semana: visita ao sepulcro.
Dessa forma, Lucas e Marcos estariam descrevendo acontecimentos relacionados a dois sábados distintos.
7. Existiam outros sábados além do sábado semanal?
Leitura: Levítico 23:24,39,38; Lucas 6:1.
Sim.
Além do sábado semanal, a Lei estabelecia dias festivos considerados sábados cerimoniais, ligados às festas religiosas de Israel.
8. Quando Jesus ressuscitou?
Leitura: Marcos 16:2-6; João 20:1-2; Lucas 24:1.
Quando as mulheres chegaram ao sepulcro na madrugada do primeiro dia da semana, Jesus já havia ressuscitado.
Segundo esta interpretação, Mateus 28:1-6 indica que a ressurreição ocorreu no final do sábado, antes da chegada das mulheres ao sepulcro.
Portanto, elas encontraram a sepultura vazia porque a ressurreição já havia acontecido.
9. Como se completam os três dias e três noites mencionados por Jesus?
Considerando o período desde o sepultamento de Jesus na quarta-feira, antes do pôr do sol, até o final do sábado, obtém-se um período equivalente aos três dias e três noites anunciados em Mateus 12:40.
Cronologia proposta
Quarta-feira à noite — Primeira noite;
Quinta-feira — Primeiro dia;
Quinta-feira à noite — Segunda noite;
Sexta-feira — Segundo dia;
Sexta-feira à noite — Terceira noite;
Sábado — Terceiro dia.
10. Como interpretar os textos que afirmam que Jesus ressuscitaria "ao terceiro dia"?
Leitura: Mateus 16:21; 17:23; 20:19; Lucas 9:22.
Nesta interpretação, quinta-feira seria o primeiro dia, sexta-feira o segundo e sábado o terceiro.
Já os textos que afirmam que a ressurreição ocorreria "depois de três dias" (Mateus 27:63; Marcos 8:31) também seriam compatíveis com a ressurreição no sábado.
Outro texto frequentemente analisado é Lucas 24:21:
"Hoje é o terceiro dia desde que estas coisas aconteceram."
Entende-se que a referência pode incluir acontecimentos posteriores à crucificação, como o selamento do túmulo mencionado em Mateus 27:62-66.
Também é considerada a questão da pontuação de Marcos 16:9. Como os manuscritos antigos não possuíam pontuação, alguns estudiosos sugerem que o versículo pode ser compreendido da seguinte forma:
"E Jesus, tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena."
Nesta leitura, o texto não afirmaria que a ressurreição ocorreu na manhã do primeiro dia da semana, mas apenas que a aparição aconteceu naquele momento.
Resumo
Jesus declarou que permaneceria três dias e três noites no coração da terra, tomando como referência o sinal de Jonas.
Segundo esta interpretação, a cronologia da morte na quarta-feira e da ressurreição ao final do sábado harmoniza os relatos dos Evangelhos e preserva literalmente o período anunciado pelo Senhor.
Assim, o sinal de Jonas permanece como uma importante evidência da identidade messiânica de Jesus Cristo, convidando-nos a examinar cuidadosamente as Escrituras acima das tradições humanas.








