Igreja de Deus

LEI, PECADO E GRAÇA

Provar pelas Escrituras que estas três coisas estão relacionadas entre si e que uma depende da outra.

Sem a Lei, o pecado está morto e inexiste; e, se não há pecado, a Graça se torna desnecessária. A passagem da mulher adúltera é uma das melhores ilustrações desse assunto.

Os Dez Mandamentos, escritos em duas tábuas de pedra no Antigo Pacto e, na Nova Aliança, gravados em nossos corações, são considerados mandamentos morais. Em paralelo, Moisés escreveu em um livro outras leis e mandamentos, entre os quais havia leis penais que puniam os transgressores do Decálogo divino, inclusive com a morte.

Temendo as consequências da transgressão, os israelitas cumpriam os ritos de expiação do pecado, derramando sangue e oferecendo a vida de animais inocentes em sacrifício por seus pecados. Essa providência era regulamentada por lei e, como sombra das coisas futuras, conduzia-os a Cristo, o Cordeiro de Deus, que, por Sua graça, confirmou a Nova Aliança ao morrer e resgatar a humanidade por meio do Seu sangue.

1. Que é o pecado, segundo as Escrituras?

Segundo as Escrituras, o pecado é a transgressão da Lei. (1 Jo 3:4)

  • O pecado é conhecido pela Lei. (Rm 3:20; 7:7)

  • Não havendo lei, não há transgressão. (Rm 4:15)

  • O pecado não é imputado quando não há lei. (Rm 5:13)

  • Sem a lei, o pecado está morto. (Rm 7:8)

  • A força do pecado é a lei. (1 Co 15:56)

2. Que aconteceria se a Lei de Deus tivesse sido abolida?

  • O pecado deixaria de existir a partir do fim da vigência da Lei.

  • Jesus teria morrido em vão, pois, se não houvesse pecado, Sua morte expiatória não seria necessária.

  • Não haveria necessidade da Graça, pois não existiriam pecadores.

  • Seria desnecessário pregar o Evangelho, pois ninguém precisaria arrepender-se de seus pecados.

3. Por que Paulo considerou a Lei como ministério de morte?

No Decálogo não existe mandamento ordenando matar; ao contrário, existe um mandamento que proíbe o homicídio. O que ocorria é que outras leis registradas por Moisés estabeleciam penas para aqueles que transgrediam os mandamentos de Deus, incluindo, em determinados casos, a pena de morte.

Exemplos:

  • Ter outros deuses – Dt 13:6-9

  • Idolatria – Dt 17:3-5

  • Blasfemar contra o nome de Deus – Lv 24:16

  • Profanar o sábado – Nm 15:32-36

  • Filhos rebeldes e contumazes – Dt 21:18-21

  • Assassinato – Lv 24:17

  • Adultério – Dt 22:23-24

  • Falso testemunho em determinados casos – Dt 19:18-19

Em Cristo, o pecador não recebe imediatamente a pena de morte, mas lhe é concedida oportunidade para arrepender-se e alcançar a salvação. Isso manifesta a Graça de Deus. Contudo, essa graça não autoriza a permanência no pecado; antes, chama o homem ao arrependimento e à obediência.

4. Que passagem exemplifica bem a Lei, o pecado e a Graça?

João 8:1-11 apresenta uma clara ilustração desses três elementos.

A mulher adulterou, pecou e transgrediu a Lei de Deus. Pela legislação então aplicada, deveria ser apedrejada. Entretanto, Jesus manifestou a graça e a misericórdia, levando seus acusadores a reconhecerem a própria condição pecaminosa.

O Senhor não aprovou o pecado nem o condenou como algo sem importância. Também não condenou a mulher à morte, mas lhe concedeu oportunidade de arrependimento, dizendo: "Vai e não peques mais." Ou seja, não voltes a adulterar; não voltes a transgredir a Lei de Deus.

5. Existe distinção entre a Lei de Deus e as outras leis?

Sim. A Lei de Deus foi escrita pelo próprio Deus em duas tábuas de pedra e nada lhe foi acrescentado além das Dez Palavras (Dt 5:22; Êx 31:18). Foi colocada dentro da Arca da Aliança e, na Nova Aliança, Deus promete escrevê-la no coração do Seu povo (Dt 10:2; 2 Co 3:3; Jr 31:33; Hb 8:10).

As outras leis, frequentemente chamadas de leis cerimoniais, foram escritas por Moisés em um livro, acrescentadas por causa das transgressões e colocadas ao lado da Arca (Dt 31:24-26; Gl 3:19).

Muitas dessas ordenanças tiveram seu cumprimento na obra de Cristo na cruz (Ef 2:15; Cl 2:14).

6. É possível que a Graça anule a Lei?

A Lei de Deus identifica o pecado e revela quem são os transgressores. A fé não anula a Lei; antes, a confirma (Rm 3:31).

Somente é possível afirmar que alguém pecou ou transgrediu se existir uma lei sendo violada. Assim, ao reconhecermos a existência do pecado e dos pecadores, também reconhecemos a validade da Lei como padrão que revela o erro.

Sem pecado, para que haveria necessidade da Graça?

7. Por que muitos condenam a Lei de Deus e se aferram ao dízimo?

É evidente que o dízimo está presente na Lei de Moisés e que o livro de Malaquias é frequentemente citado nos púlpitos. Muitos utilizam textos do Antigo Testamento para defender determinadas práticas e, ao mesmo tempo, rejeitam outras partes da Lei.

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